Artur Gontijo – CEO FOTO: Virgínia Pitzer
Artur Gontijo – CEO
FOTO: Virgínia Pitzer

Origem da ideia

Todos os 3 sócios possuem contato direto com o agronegócio na região de Bom Despacho (MG). Identificamos a carência no controle e monitoramento dos dois pivôs centrais que um dos sócios possui. Com isso desenvolvemos uma solução pontual para esses dois pivôs, o que acabou se tornando uma oportunidade para entrar no mercado. Com o desenvolvimento da solução notamos que ela pode ser útil não somente para pivôs centrais e sim para vários sistemas do agronegócio.

Dor identificada

Hoje em dia, mesmo sendo equipamentos de alto valor, os pivôs centrais não são utilizados de maneira eficiente. Seja pela idade ou pela falta de tecnologia, o pivô é utilizado de forma precária, dependendo de timers e de interação presencial para acionamento. O proprietário não tem controle sobre o estado de funcionamento do seu pivô e não monitora variáveis importantes, como umidade do solo e medições pluviométricas, ao longo do cultivo, fazendo com que a área plantada não atinja uma ótima produtividade.

Para validar a dor de mercado fizemos um questionário e aplicamos a 15 proprietários, totalizando 87 pivôs centrais e quase 6000 ha de área irrigada. Vimos que a grande maioria acha o controle desse equipamento precário, mais da metade não faz uso de dados importantes da irrigação (como umidade do solo e medições pluviométricas), disseram também que não existe um monitoramento em tempo real nos seus pivôs e que todos eles não gerenciam o próprio pivô, mas sim um funcionário. O que ocorre com alta frequência é a contratação de um funcionário sem uma boa qualificação. Analisamos 2 pivôs, de proprietários diferentes, que não usavam nossa solução, onde foi plantado feijão, na mesma região, na mesma época do ano (início de 2015), foi comprada semente do mesmo fornecedor e usaram consultoria do mesmo agrônomo. O que diferenciou a produtividade desses 2 pivôs foi a contratação dos funcionários. Um proprietário contratou um funcionário regular e o outro conseguiu contratar um funcionário mais competente. Esse funcionário estava sempre atento aos dias certos para ativar ou não o pivô central. O resultado de um monitoramento (via funcionário) um pouco melhor, foi um ganho de produtividade de 30% no cultivo do feijão, nos mostrando que uma boa gestão dos recursos de um pivô central tem um grande impacto na produtividade e faturamento do mesmo. O que vemos hoje é que a grande maioria dos proprietários de pivôs fica a mercê do funcionário responsável por gerenciar o pivô, o que acaba diminuindo a eficiência do equipamento.

Solução proposta

A proposta da nextAgro é instalar controladores e sensores em cada pivô central com o objetivo de estreitar a comunicação entre campo e proprietário. Através de uma simples SMS ou acessando o sistema via aplicativo, o usuário poderá configurar todo o funcionamento do pivô e também analisar os dados colhidos pelos sensores. Nossa solução gera relatórios e alertas em tempo real para manter o usuário informado sobre o desenvolvimento do cultivo. Com nossa solução aumentaremos a eficiência dos pivôs centrais, tanto em termos de produção como de economia de recursos energéticos e hídricos. Instalamos 2 controladores na fase de testes da solução em 2 pivôs e a partir deles fomos refinando a solução e deixando o controlador mais robustos e com as funcionalidades que interessasse ao proprietário.

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