Henrique Mendes – CTO, Jaqueline Costa – CPO, Priscila Gama – CEO, Anna Clara Pessoa Otero – CMO FOTO: Virgínia Pitzer

 

Origem da ideia

Malalai: um anjo da guarda na palma da mão!

A ideia de uma startup voltada para segurança feminina surgiu a partir de um relato feito por uma mulher na hashtag #MeuPrimeiroAssédio, de grande repercussão no Brasil em 2015. Nela, várias mulheres relataram casos de assédio e/ou violência sexual sofridos por elas ao longo da vida.

Um caso em especial chamou a atenção: uma mulher pediu um taxi a noite para voltar para casa. Ao perceber que o taxi se desviava da rota, questionou o taxista que travou as portas e apontou uma arma para ela. A vítima foi estuprada por dois homens e abandonada no mesmo local em que embarcou. O relato do que se tornou sua vida depois do fato, mais especificamente da rotina de sofrimento até que todos os exames de saúde fossem feitos e todos os depoimentos para esclarecimento do crime fossem dados, é extremamente perturbador.

Surgiu, então, o questionamento sobre como estes casos poderiam ser evitados. Na história relatada acima, se alguém tivesse visto que o taxi estava se desviando da rota ou se ela tivesse tido a chance de alertar alguém sobre sua situação de perigo, talvez o pior não tivesse ocorrido.

A ideia de um sistema de acompanhamento à distância para mulheres foi apresentada na Startup Weekend BH 2015, em dezembro, onde a equipe Malalai se formou e o projeto foi premiado com o 2º lugar. Naquele momento, possuía seis membros e atualmente é composta por quatro.

Através da Startup Weekend, a Malalai foi convidada para participar do programa de pré-aceleração de startups Lemonade, realizado pela Fundepar e co-realizado pelo Governo de Minas por meio do Simi, Sebrae MG e Techmall - aceleradora de startups. Entre 31 startups, a Malalai foi uma das 15 selecionadas para a segunda fase do programa.

Dor identificada

Dados oficiais das secretarias estaduais da segurança coletados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2015), mostram que o Brasil teve mais de 47 mil casos de estupro registrados no ano passado, porém a mesma fonte acredita que este número esteja entre 136 mil e 476 mil, somados os casos não registrados. A estatística aponta um caso de estupro a cada 11 minutos no país.

Uma pergunta direcionada para 2205 mulheres, questionou sobre a vulnerabilidade sentida por elas ao se deslocarem sozinhas nas ruas. 95,9% das mulheres afirmaram sentir-se vulneráveis.

Foi aplicado um formulário com questões fechadas em 730 mulheres. Verificou-se que muitas evitam até mesmo mexer no celular em locais públicos quando estão sozinhas, provavelmente por acreditarem que isso possa atrair violência, ou mexem, mas sentem-se mais vulneráveis quando o fazem (77%). A maioria das mulheres, prefere passar por locais movimentados (66%) possui o hábito de avisar alguém de sua confiança sobre a sua localização (73%), seja pela sensação de segurança ou para que alguém possa procurar por ela, caso não chegue ao destino no tempo previsto.

Outras informações relevantes levantadas foram que as mulheres, ao escolher o seu trajeto, optam por aqueles com maior movimento e estão dispostas a alterá-lo caso percebam que estão em situação de risco.

A pesquisa também foi feita qualitativamente através de entrevistas com 15 mulheres e 10 pessoas que prezam pela segurança de alguma mulher: filha, irmã, namorada, etc.

Solução proposta

A Malalai é uma startup de segurança feminina que fornece solução tecnológica para viabilizar o aprimoramento da segurança de mulheres sozinhas em locais públicos, principalmente em deslocamentos noturnos. A informação sobre localização é convertida em maior segurança para a mulher e maior tranquilidade para quem preza por ela.

Constatado que a maioria das mulheres tem o hábito de avisar alguém sobre seus deslocamentos, a solução proposta baseia-se justamente nesta relação de confiança. Esta pessoa que preza pela segurança da mulher, é chamada por nós de keeper.

A Malalai, a partir desta relação, converte a informação de localização em maior segurança para a mulher e maior tranquilidade, atuando em três frentes: conforto cognitivo, ou seja, a sensação de segurança, prevenção e medida emergencial. Os dois primeiros são viabilizados por um aplicativo, e o terceiro por um hardware.

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